(HOJE) Palestra do Richard Stallman no IME-USP
Trechos e anotações de Pérolas da Redação Científica, de Gilson Volpato - parte 5
Pérolas da Redação Científica
- Autor: Gilson Volpato
- Editora: Cultura Acadêmica
- Ano: 2010
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Capítulo 3: Autoria
Pérola 23: Trabalhos com muitos autores incluem autoria fraudulenta
- Autoria fraudulenta dá poder indevido a quem não merece.
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Se o trabalho é criticado, processado ou "despublicado", o autor fraudulento está junto.
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Autoria exige que o indivíduo participe da história do trabalho, além de ajudar a construir o objetivo, a estratégia ou as conclusões, tendo que necessariamente concordar com elas e estar apto a defendê-las perante a comunidade científica.
-
Não é o número de autores que define a safadeza, é a moral.
Pérola 24: Para ser autor, basta coletar dados ou emprestar equipamentos
- A menos que satisfaça os critérios de autoria (ver Pérola 23), quem coleta dados não é autor.
Pérola 25: O dono do laboratório, o chefe do setor e o estatístico são, naturalmente, coautores do trabalho
- A menos que satisfaçam os critérios de autoria (ver Pérola 23), dono do laboratório, chefe do setor e estatístico não são autores.
Capítulo 4: Idioma
Pérola 26: Título, Resumo, figuras e tabelas em inglês garantem internacionalização
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Para que seja realmente lido (e citado) por pesquisadores de fora, todo o texto deve estar em inglês. Nenhum pesquisador sério cita algo do qual leu apenas o resumo.
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A Ciência é uma atividade internacional. Use, então, o inglês.
Pérola 27: Seja nacionalista... publique em português
- Precisamos mostrar que conseguimos avançar o conhecimento em níveis iguais ou melhores que outros países. Para isto, é necessário publicar em inglês.
- Mas o problema não é só a língua inglesa.
- O inglês se resolve só com uma boa tradução/versão. Mas se a Introdução é fraca, a conclusão não tem novidades, os dados são fracos, a discussão não discute... isso não se conserta escrevendo em outro idioma. (Nota de rodapé da página 67).
Pérola 27: Estudos regionais devem ser publicados em português
- Não se deve confundir publicação científica com divulgação científica.
- Não devemos informar o público não científico sobre uma conclusão, sem que ela tenha passado, no mínimo, pela primeira crítica severa de publicação feita por um periódico científico de bom nível.
- Do contrário, aumentamos nossa chance de disseminar informação equivocada ao público leigo.
- Artigos não são para o usuário não-cientista.
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Ciência deve estudar fenômenos gerais.
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Boa ciência gera conhecimento adequado, parte do qual pode ser usado para resolver problemas reais de nossa comunidade.
- Exemplo: Paulo Freire.
Capítulo 5: Estilo da Redação
Pérola 29: A característica da redação científica depende da área de estudo
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Redação científica exige clareza, brevidadem objetividade (sempre que possível) e solidez. Em qualquer área.
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É apenas um maus costume de algumas pessoas escrever de forma diferente em diferentes áreas (por exemplo, ser mais prolixo na área de Humanas).
Pérola 30: A redação científica exige resgras rígidas de estilo
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O que há de rígido no estilo da redação científica são as regras lógicas de raciocínio e, de forma bem restrita, as normas de publicação do periódico.
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Redação científica é uma Arte.
- Ex.: Título deve ser criativo: sem enganar, deve convencer o leitor a baixar o artigo e lê-lo.
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O estilo científico internacional existe e restringe-se a poucos aspectos:
- Construções lógicas e embasadas em resultados (do artigo ou da literatura).
- Só inclua no texto informações (frases, literatura, métodos e resultados) necessárias e imprescindíveis para sustentar o discurso.
- Não diga... demonstre.
- Se usou estatística, conclua com base nela (esqueça tendências).
- Ao estudar conceitos, operacionalize-os (baseie-se em variáveis objetivamente avaliadas).
- Mantenha-se no foco (validação do objetivo e demonstração das conclusões).
- Use palavras simples
- Seja conciso, sintético... não use mais palavras que o mínimo necessário.
- Use frases curtas (deixe-as com o mínimo possível de palavras).
- Inclua uma ideia em cada frase (exceto se a segunda ideia for muito curta).
- Seja claro, não dê chance de dupla interpretação.
- Objetive os artigos que usar (por ex., para "muito" diga o "quanto").
- Use voz ativa (Sujeito + verbo + predicado).
- Não inclua jargões.
- Cada parágrafo defende uma ideia:uma frase a expressa e as demais a demonstram.
Pérola 31: Considere que seu leitor é um especialista da área
- Fazer isso diminuirá a influência do seu estudo para áreas correlatas.
- Especialistas entendem também os textos simples e claros.
- Linguagem simples não é sinônimo de superficialidade.
Pérola 32: Frases longas e complexas são características da área de Humanas
- Não é uma característica da área. Pode ser um vício dela.
Pérola 33: Frase na voz passiva é caracterśitica do inglês científico
- Escreva na forma ativa: sujeito + verbo + predicado.
- A causa precede o efeito, e não o contrário.
- Veja artigos da Nature e irá encontrar vários exemplos de frases na primeira pessoa.
Pérola 34: Evite conjunções
- Ligue ideias com conjunções, quer dentro de uma frase, entre frases, ou entre parágrafos.
- Cuidado para não usar seguidamente conjunções que se auto-excluam.
- As conjuções dão colorido ao texto. Sinalizam o leitor. Um texto sem elas fica taquigráfico, sem vida.
Pérola 35: Após autor e ano, deve vir uma vírgula
- Não há erro em: "Smith (2009) diz que o ácido butírico afeta esta resposta."
Trechos e anotações de Pérolas da Redação Científica, de Gilson Volpato - parte 4
Pérolas da Redação Científica
- Autor: Gilson Volpato
- Editora: Cultura Acadêmica
- Ano: 2010
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Capítulo 2: Concepção do Artigo (continuação)
18 - A ciência qualitativa é diferente
- Ambas buscam evidências observáveis, são ciência empírica.
19 - Estudos quantitativos são mais robustos que os qualitativos
- São alternativas, algumas mais adequadas dependendo da situação.
20 - Os resultados convencem por si só
- Método empirista: as ideias devem ser fruto da observação.
- Máxima empirista: "Teoria sem dados é fantasia, mas dados sem teoria é caos."
- "Matar a cobra e mostrar o pau".
- Cabe ao cientista apresentar seu discurso sobre os dados que obteve. Os dados apenas iniciam a conversa.
21 - Existe uma proporcionalidade de extensão entre as partes do artigo
- Deve-se sempre escrever o mínimo, sendo o mais sintético possível, para facilitar a leitura.
- O texto científico deve ser visto como um argumento lógico.
- Apresentamos premissas para sustentar conclusões
- Uma vez na Introdução
- Outra vez para a conclusão do artigo
22 - Um estudo de revisão da literatura não é um estudo empírico
- Dados são os artigos
- Os dados não precisam ser coletados diretamente pelo pesquisador
- Em alguns casos, a obtenção dos dados numa mesma amostra, ou numa mesma situação de estudo, pode fortalecer a conclusão.
- "Resumo da literatura" não tem valor científico.
- Estudos de revisão da literatura devem incluir conclusões novas e não apenas reportar o que se tem feito em determinado assunto.
Trechos e anotações de Pérolas da Redação Científica, de Gilson Volpato - parte 3
Pérolas da Redação Científica
- Autor: Gilson Volpato
- Editora: Cultura Acadêmica
- Ano: 2010
Capítulo 2: Concepção do Artigo
Pérola 15: Inclua mais informações na tese, pois os avaliadores nem sempre são especialistas no tema
- Tese deve ser enxuta (mínimo de palavras de de dados) e deve ser sempre avaliada por especialistas.
- Artigo também deve ser enxuto.
- Faça tese no formato de artigos.
Pérola 16: Teses longas são melhores do que as curtas
- Textos curtos são mais lidos e mais citados.
- Cada parte deve ter nem mais nem menos que o necessário.
- Como orientador, corte. Volpato diz que em geral consegue cortar 25% a 30% das teses que lê.
Pérola 17: Escolha a revista para publicação somente após concluir a pesquisa
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É preciso planejar. Sem planejamento, trabalha-se muito e produz-se pouco.
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Volpato propõe uma espécie de algoritmo para a publicação de manuscritos.
Algoritmo para a Publicação de Manuscritos
- Escolha uma faixa de qualidade de periódico em que deseja publicar.
- Use o JCR (preferencialmente) ou o SJR para listar todos os periódicos da sua área e obter uma planilha com o nome e o fator de impacto de cada periódico.
- Exclua da sua lista todos os periódicos com fator de impacto inferior à mediana de sua área.
- Para quem trabalha em novos e pequenos programas de pós-graduação brasileiros, exclua da lista aqueles periódicos que não estão no Qualis da sua área ou cuja avaliação Qualis seja inferior a B2.
- Selecione os artigos desses periódicos escritos por cientistas não renomados e de países que não sejam do chamado primeiro mundo. Nestes artigos, examine o nível de novidade do objetivo e a qualidade metodológica dos estudos (principalmente as técnicas e o número de repetições).
- Idealize um projeto compatível com esse nível e execute-o com o máximo rigor.
- Submeta-o à revista de maior fator de impacto no nível que selecionou
- Prepare-se para submeter a outras revistas desse nível.
Fim do Algoritmo
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Observação: os três sub-itens do item 1 não estão neste livro. Foram incluídos por mim baseado em outros livros e comentários do próprio Gilson Volpato e em minha experiência como membro de um novo programa de pós.
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Ideia pobre, metodologia ultrapassada e apresentação confusa não adentram as revistas mais fortes da área.
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Pense o tipo de pesquisa que deseja fazer e, então, planeje-se para fazê-la e execute esse plano até o final.
Mais trechos e anotações de Pérolas da Redação Científica, de @GilsonVolpato
- Autor: Gilson Volpato
- Editora: Cultura Acadêmica
- Ano: 2010
Observação: o termo pérola está sendo usado com sentido negativo!
Capítulo 2: Concepção do Artigo
Pérola 13: Resultados menos importantes vão para o anexo
- Esta má prática torna o texto principal mais limpo, mas aumenta o texto como um todo.
- Em Matemática uma demonstração até pode ir para o anexo, para não truncar o raciocínio.
- Teses ficam pesadas demais para ler com muitos anexos.
- Não é a existência de dados individuais ou detalhes descritivos que garantem que a base empírica seja real, não inventada pelo autor.
- Em termos, pois existem técnicas para detectar números inventados.
- Quando os revisores de revistas científicas examinam os manuscritos, não partem da pressuposição de que os dados podem ter sido fabricados pelos autores.
- A preocupação maior pela veracidade dos fatos é do autor.
- Outro equívoco é que devemos disponibilizar os dados aos leitores para que possam melhor julgar nosso estudo. Isso é impossível.
- O correto é o autor apresentar os dados necessários qeu sustentam sua conclusão, cabendo ao leitor avaliar este cenário, aprovando-o ou não.
Pérola 14: Os requisitos para a redação de um artigo são diferentes dos de uma tese
- O artigo é o veículo principal de divulgação científica.
- A tese tradicional atrapalha a confecção do artigo.
- Sugestão de Volpato: usar o formato de tese como Coletânea de Artigos:
- Os artigos/manuscritos são juntados na tese, compondo um discurso coerente, cuja tese principal será defendida baseando-se nas conclusões destes artigos.
- Inclui uma Introdução, que justifica o objetivo maior (a tese a ser defendida), validando os manuscritos/artigos que seguem, e uma Discussão final, que defende a tese proposta por meio desses textos.
- Veja aqui um exemplo de tese como Coletânea de Artigos (não exatamente no formato proposto por Volpato) na área de Computação. Esta tese chegou a ser premiada como a melhor Tese de Doutorado em Computação em 2002 no Brasil.
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Equipes Brasileiras na Final da ICPC 2012 (a Final Mundial da Maratona de Programação)
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Universidade Federal de Campina Grande [URL]
Team name: Modus Ponens Malditos
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Universidade Federal de Pernambuco [URL]
Team name: Challenge Accepted !
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Universidade Federal do Paraná [URL]
Team name: * da Trypanossoma
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Universidade Federal do Rio de Janeiro (DCC-UFRJ) [URL]
Team name: double cheeseburger;
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University of São Paulo - Institute of Mathematics and Statistics [URL]
Team name: Up
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Instituto Tecnológico de Aeronautica [URL]
Team name: Comp-Ele Error
- Armando Gouveia, Coach
- Gabriel Dalalio, Contestant
- Fernando Fonseca, Contestant
- Diogo Holanda, Contestant
Todas as equipes em http://icpc.baylor.edu/public/report/teamsWF.icpc
Tudo sobre a ACM ICPC em http://icpc.baylor.edu/
CONCURSO - INFORMATICA NA EDUCAÇÃO - UTFPR - CÂMPUS FRANCISCO BELTRAO
câmpus Francisco Beltrão: - Área/Subárea: Informática na Educação.
Inscrições de 08/05 a 10/06/2012. EDITAL:
http://www.utfpr.edu.br/concursos/campi/fb/cpcp/edital-026-2012-cpcp-fb-2013-professor-do-magisterio-superior-2013-classe-assistente Atenciosamente, Prof. Ademir Roberto Freddo
COLIN - Coordenação do Curso de Licenciatura em Informática
UTFPR - Câmpus Francisco Beltrão
Trechos e anotações de Pérolas da Redação Científica, de @GilsonVolpato
- Autor: Gilson Volpato
- Editora: Cultura Acadêmica
- Ano: 2010
Observação: o termo pérola está asendo usado com sentido negativo.
Capítulo 2: Concepção do Artigo
Pérola 11: Os artigos publicados estão corretos
- As conclusões científicas são interpretações dos autores para os dados que obtiveram, à luz do que se conhece na literatura.
- Se essas interpretações são aceitas pela comunidade científica, então isso se transforma em conhecimento "vivo". Do contrário, desaparece.
- A base lógica do conhecimento científico não permite que estabeleçamos verdades
- Uma breve olhada na história das descobertas científicas revela o quanto "verdades" foram derrubadas para a construção de novo conhecimento.
- Alegação de Karl Popper: só temos certeza quando negamos enunciados gerais
- Mesmo os testes que promovem estas negações podem estar errados
- Mas isto não significa que não sabemos exatamente o que é e o que não é correto.
- Para mim, significa sim. Mesmo assim, a Ciência é MUITO útil.
- O importante é que temos um sistema de conhecimento que, pela sua crítica, fornece conhecimento adequado. Ele é aceito até que se prove o contrário.
- As publicações não trazem verdades. Elas devem trazer o que se considera como aceito no momento.
- Por esta razão devemos ser vigilantes: para impedir que o que se publique seja apenas aquilo com que a maioria concorda. Para que possa ser publicado aquilo que vai contra a opinião da maioria.
Pérola 12: Inclua no artigo todos os dados coletados no projeto
- A essência de uma publicação científica são as conclusões.
- O texto é composto de dois argumentos:
- Um para justificar o objetivo e a problemática do estudo
- Situando o leitor no contexto da pesquisa, o qual é exposto na introdução
- Outro para validar as conclusões
- Nas quais se apresentam os resultados, as literaturas, as técnicas e a estratégia do estudo para validar as conclusões propostas.
- Um para justificar o objetivo e a problemática do estudo
- Inclua no texto apenas o que for relevante para mostrar como e porque chegou a tais conclusões.
- Construir um texto científico equivale a construir um edifício:
- Deve ser importante, vistoso, sólido e construído com o menor número de vigas e colunas.
Maratona de Revezamento 42km
| Controle de Corridas |
| Assunto: Maratona de Revezamento 42km Mensagem: Prezados Corredores, No dia 09 de junho de 2012 teremos na cidade de Curitiba a Maratona de Revezamento - 42km. Você poderá dividir a Maratona em: 02 Atletas cada um corre 21km. 04 Atletas cada um corre 10.5 km. 08 Atletas cada um corre 5.2 km. Monte a tua equipe e participe desta festa. Informações e Inscrições: www.thomeesantos.com.br Atenciosamente. |
Lançamento: Lógica: Uma Abordagem Introdutória
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